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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A FALECIDA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS E A GLOBO


Na antessala do velório da Academia Brasileira de Letras, pode-se contemplar, a partir de hoje, uma exposição sobre a Globo e Roberto Marinho. É o fim de uma instituição que abrigou literatos brasileiros de reconhecido talento.
Nos últimos lustros essa Casa das Letras foi conspurcada em acolher as fardas de figuras quixotescas como o eterno político José Sarney, o copista Paulo Coelho e pasmem... o ex presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas acolheu também uma figura sinistra da história jornalística brasileira, Roberto Marinho. Não satisfeita com tal acinte contra a inteligência mediana, a ABL, juntamente com a Globo, inaugurou hoje uma exposição em homenagem ao homem que se aliou à ditadura militar, encobriu os crimes praticados pelo DOI-CODI, pelos órgãos de segurança da Marinha, Exército e Aeronáutica durante o regime de exceção.

Nélida Pinõn, quem diria... aparece na telinha do Plin Plin enaltecendo a figura do homenageado, a destacar as obras meritórias e culturais promovidas pela Organizações Globo, prática esta que se encontra vasta nas biografias de grandes mafiosos e também no crime organizado que atua em favelas. O mecanismo é simples: roubam, assaltam, cometem crimes do colarinho branco entre tantos outros e finalmente criam uma instituição filiada para dar uma aparência de Robin Hood.

Ana Maria Machado, presidente da ABL também lambeu as botas da Globo em entrevista, a justificar o feio pecado de uma instituição que deveria estar acima das vaidades, do exibicionismo e da decência.


A Academia já estava moribunda, agora só falta fechar o caixão.

sábado, 11 de junho de 2011

A FALECIDA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

A instituição fundada por Machado de Assis, Olavo Bilac, Graça Aranha, Joaquim Nabuco, Teixeira de Melo, Visconde de Taunay e Rui Barbosa, que acolheu as mais altas autoridades da literatura e do pensamento brasileiro durante o século XX e os últimos anos anteriores, encontra-se em crise de identidade, nesses primeiros anos do terceiro milênio.

Após admitir entre seus componentes figuras que honraram e dignificaram a pátria brasileira e ter a auréola da mais prístina luz da inteligência nacional, hoje é uma mera bazófia humana, a abrigar no mesmo teto dos antigos imortais, nas mesmas cadeiras de insignes literatos, personagens intelectualmente questionáveis, como o político José Sarney e o “fazedor de livros” Paulo Coelho.

Evidente que entre os 40 membros, a maioria é merecedora de ocupar o panteon sagrado das letras brasileiras. No entanto, foi essa mesma maioria, juntamente com os execrados do idioma pátrio, que outorgaram, recentemente, a Medalha Machado de Assis, a mais importante comenda da Academia, ao jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho, cujo mérito reconhecido é de ter a capacidade de assinar o seu nome nos contratos milionários que firma e quando dá um autógrafo a uma amouca “maria chuteira”.

No andar da carruagem, ora com rodas quadradas, da Academia, por certo, os próximos agraciados com tal “distinção” e “mérito” deverão ser personalidades como a Xuxa, Hebe Camargo, Faustão, Tiririca e Fernandinho Beira-Mar.

Particularmente eu não acredito em final de mundo, mas sim em final de ciclo. Um dos sintomas mais determinantes que acusam um “final dos tempos” é o declínio das instituições, que provoca as inversões de valores, alija a meritocracia e impõe a mediocracia, tal como verifica-se no âmbito da política, dos meios de comunicação, nas entidades educacionais, na música e na cultura de maneira geral.

O mundo da meritocracia acabou na década de 70. Estamos a cumprir tão somente os éditos do senhor tempo, que nos impele a aceitar a decadência institucional como fator de sobrevivência e a promover de forma aceitável o cortejo funerário da dignidade humana.

Ó TEMPORA, Ó MORES!
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