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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

MARKETING PICARETIVO DA GLOBO


Todo final de ano a TV Globo faz exibir mensagens bem elaboradas, tendo claramente o objetivo de aproximar seu público e se auto promover com todo direito que lhe é conferido.

Em alguns anos essas mensagens têm um componente subliminar que coloca o telespectador como um idiota desprovido de massa encefálica mediana. É o caso da mensagem deste ano que passou.

Artistas da emissora comparecem a uma residência X levando um presente, atendendo a um pedido supostamente feito por uma criança ou um deficiente, via carta postal (essas cartas são mostradas em fração de segundo).

A impressão que fica é que milhares ou milhões de carentes solicitam o atendimento de seus desejos para o Papai Noel Globo e que ele os atende tendo como portadores os artistas. Na realidade são apenas uma ou duas dezenas de pedidos que são atendidos.

Isso dará margem para que no final deste ano em curso milhares de pessoas irão escrever para a emissora na esperança de serem agraciados. Certamente não vai acontecer, eis que a técnica de marketing é apenas para passar a imagem de uma empresa de comunicação boazinha, inteirada com os problemas mais relevantes da sociedade.

Claro que os milhares pidões ficarão decepcionados, mas serão apenas milhares, enquanto que para algumas dezenas de milhões de telespectadores permanece a imagem de uma empresa de comunicação preocupada com a miséria e o grande desnível social do país.

Na campanha “Criança Esperança” já houve denúncia que a Globo se utiliza das doações para efetuar desconto no seu imposto de renda, ou seja, os milhões recebidos como doações são repassados da Globo para a Unicef e declarado para a Receita Federal como se todo esse importe fosse doação direta da Emissora e com isso ela paga menos imposto.

PLIN PLIN
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terça-feira, 13 de abril de 2010

RIO/NITEROI - TRAGÉDIA ANUNCIADA

Eva uma jovem niteroiense antiga leitora deste blog enviou-me comentário me detonando por não postar nada sobre a calamidade que abateu sua cidade nestes últimos dias. Embora resida atualmente nos EUA, ela diz acompanhar meus poucos artigos e me classifica como INSENSÍVEL.

Escrever sobre catástrofes naturais não é minha praia. Minha visão sobre isso não se restringe ao momento do fato. Vai mais aquém e por isso temo não ser entendido. No entanto vou atender minha querida Eva que está grávida e se a conheço um pouco deve estar radiante por colocar no mundo mais um ser no nosso complicado planetinha.

Desde os primórdios da civilização, lá pela mesopotâmia, os humanóides preferem residir em cidades. Quanto maior melhor. A área rural sempre foi marginalizada culturalmente e até estruturalmente. Na Idade Média chegaram a construir altíssimos muros para delimitar as cidades dos campos. No Brasil pejorativamente os habitantes da zona rural ou de cidades interioranas são chamados de CAIPIRAS. O preconceito existe e permanece.

Se um alienígena percorresse o nosso planeta não entenderia o que move os humanos em se aglomerar nas grandes metrópoles, submetendo-se às agruras de favelas, tráfego, criminalidade, violência e outras inconveniências e logo ali, a pouca distância, tanto espaço vazio ocupado pelas fazendas, sítios, chácaras.
Quem conhece a cidade do Rio de Janeiro não acredita que milhões de pessoas possam morar em morros íngremes como verdadeiros formigueiros humanos.
Para se locomover há que existir os metrôs. Ou seja, ao contrário de Ícaro que ousou voar, os humanóides atuais precisam usar buracos. Não mais a magestade da águia e sim o enrustido tatu.

A reforçar esta realidade está a orientação mercantilista/capitalista que lucra com essa compactação humana. Os produtos são mais facilmente vendidos, a propaganda mais fácil assimilada, os lucros mais fáceis. e rápidos.

Aos políticos tanto melhor. Da mesma forma que circula favoravelmente as transações comerciais também a massificação política.

Em Niterói e Rio chegou-se ao cúmulo de construir aterros sanitários de baixo para cima, contrariando assim as leis físicas. Tudo isso avalizado pelos poderes públicos. Acredito que no mundo é inédita tal burrice. Como não bastassem os tantos morros lá existentes, edificaram morros de lixo e o mais grave, permitiram sobre os mesmos construir casas e até escolas.

A cidade de São Paulo já não existe limites visíveis no seu entorno. Uma visão aérea permite ver desde Campinas (90 km de SP) até o ABCD um só aglomerado urbano. O crescimento é contínuo e geométrico, tal como ocorre também em outras metrópoles. Então eu pergunto: Como será daqui a 50 anos?

A realidade é que não são as cidades que precisam mudar, é a mentalidade humana, é o sistema econômico, é uma nova consciência planetária. O homem urbano sofre por edificar guetos, favelas, prisões domiciliares, sindicados do crime, governos paralelos. É mais inteligível ser CAIPIRA !

terça-feira, 17 de junho de 2008

PORTUGAL NÃO PERDEU A POSE DE COLONIZADOR



Brasileiros e brasileiras que decidem emigrar para Portugal queixam-se cada vez mais de discriminação e do preconceito por parte dos portugueses em diferentes momentos da sua vida, mas principalmente na hora de arranjar casa para morar. Para brasileira é um tormento.

Paula Toste, graduada em Comunicação Social por uma universidade do RJ, diz que não quer voltar mais a Portugal. "Portugal para mim só de passeio para matar as saudades dos familiares e amigos, que vivem nas Ilhas dos Açores. Viver ali novamente, nem pensar!”
"A discriminação em Portugal é um fato", diz energicamente Paula sobre a forma como foi tratada quando viveu na capital portuguesa Lisboa por duas vezes. "Sentia a discriminação pelo sotaque, era começar a falar que já olhavam de outra maneira. O fato de eu ser do Brasil era pior devido à péssima fama das brasileiras que vão para a Europa se prostituir."

Em resumo: os portugueses nos colonizaram, nos roubaram, nos escravizaram nosso ouro enriqueceu os cofres lusitanos e as cortes européias. Após nossa independência Portugal declinou até se tornar uma nação insignificante no século 20. Neste período milhões de portugueses migraram-se para o Brasil. Recebemo-los de braços abertos, como babacas que somos. Direito iguais e outros escabaus. português, ou portuguesa, no Brasil, pode ser deputado, senador, prefeito, governador ou até puta. Ninguém os descriminam.

Depois da entrada de Portugal no Mercado Comum Europeu, e a revolução dos Cravos em 1968, o país se desenvolveu. Agora são os brasileiros que lá tentam melhorar suas vidas, só que são recebidos à tamancadas.

Bem feito pra nós!!!

Como esse blog é lido também em Portugal, gostaríamos da opinião de brasileiros que lá moram, ou mesmo de portugueses. Democracia é isso... inclusive passar a mão nas nádegas do Joaquim e no bigode da Maria.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

ARQUIMEDES, EINSTEIN, A LEI E A FOME

Eisntein não inovou nada quando anunciou a lei da relatividade. Milhares de anos pretéritos outros já a haviam descoberto. Muitos filósofos e até o matemático Arquimedes, aquele de Siracusa, Grécia antiga, que afirmou: “dê-me uma alavanca e um ponto de apoio no universo que levantarei o mundo” . Aí estava a relatividade!
Na atualidade alguns números nos assustam. Alguns deles: 862 milhões de viventes passam fome e é necessário 30 bilhões de dólares anuais para suprir essa necessidade, segundo dados da FAO – órgão da ONU para a alimentação. Como alimentar tantas bocas? Vamos então apelar para a relatividade:
No ano de 2006 o mundo gastou U$ 1,2 trilhão em armamentos, desperdiçou U$100 bilhões em alimentos e outros U$ 20 bilhões devorados por obesos, ou seja, gula mesmo.

Os Estados Unidos of América, gastam por dia U$ 720 milhões com a guerra no Iraque, ou seja, bastaria desviar apenas a verba de 42 dias para somar 30 bilhões de dólares e acabar com a fome no planeta durante um ano.
Se considerarmos o início da guerra que foi em 20/03/2003, até hoje, 12/06/2008, vamos chegar ao resultado de 1986 dias que multiplicado pelos gastos/dia daria para alimentar os famintos por 50 anos.

Ao invés disso, a guerra no Iraque aponta os seguintes números: (a população do país é de 27 milhões de habitantes)
c) 5 milhões iraquianos foram expulsos de suas terras;
b) 1 milhão iraquianos foram mortos;
d) 2,4 milhões iraquianos estão refugiados no exterior.

Bendita a lei da relatividade que permite, inclusive, rechaçar as acusações mal intencionadas dos países primeiro-mundistas ou imundistas, que estão a detonar o programa de bio-combustíveis do Brasil como fator de geração da fome no mundo.
O tiro vai sair pela culatra. Quem não morrer de fome verá!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

AMAZÔNIA, A BOLA DA VEZ

Amazônia está como essa árvore, todos querem penetrar

Enfim descobrimos que o nosso planeta é muito pequeno. Nesse sentido o futuro se nos apresenta como uma cela de presídio brasileiro, mais gente do que espaço. Essa é uma visão simplista e pueril. O ser humano tem demonstrado através de a história saber resolver os mais graves problemas que se colocam à sua frente.

Um novo colonialismo está sendo implantado no planeta, já com muito sucesso na África. Após o repúdio internacional ao tradicional sistema colonialista de várias nações européias desde o século XVI, reformularam novas táticas coloniais. Na África “independente”, as ex metrópoles estabeleceram áreas de reservas neutras entre o país A e B, certos que se tornariam áreas de conflito e conseqüente estabelecimento de guerras resultando num controle da população de negros vivos.

A bola da vez é a Amazônia. Todos palpitam, todos têm uma solução admirável. A grande maioria nunca pisou no solo amazônico. As pressões internacionais no sentido da intocabilidade amazônica resultam em movimentos de pressões internas da imprensa e Ongs. Essas organizações em sua maioria estão a serviço dos interesses escusos de grandes empresas, tais como a WWF que é sustentada pela indústria química farmacêutica internacional. É o neocolonialismo no continente americano.
A meta é criar polêmica, atritos, confusões com a aspiração de uma possível intervenção internacional, sobrepujando a soberania brasileira.
Essas organizações e o capitalismo neoliberal apostam na ingenuidade e falta de informação dos brasileiros, usando como pano de fundo a questão indígena.

O aquecimento global é balela, já demonstrado cientificamente e pouco divulgado. Outras “ameaças” absurdas são lançadas na mídia. Por outro lado esses países poluidores nada fazem para reduzir seus poluentes, principalmente dos veículos.
E o paradoxo: se levantam agora contra o metanol que evita diariamente milhares de toneladas de bióxido de carbono na atmosfera. E por que são contra? Simplesmente porque não têm condições climáticas de produzi-lo.

O sábio do cerrado, amante da paz que é, prometeu incendiar toda floresta amazônica. Assim essa briga acabará.