terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

KARL MARX E A CRISE DE 2008


Em 15 de janeiro de 2008 escrevi, neste blog, um artigo aqui sobre Marx, com o título de IDEOLOGIAS - VAMOS FAZER O DEVER DE CASA. A postagem chamava a atenção sobre a capacidade desse cientista político, reconhecido por intelectuais do mundo, no ano 1999, como o mais importante pensador do milênio, inclusive na Inglaterra, berço das modernas democracias capitalistas. Colocaram Karl Marx à frente dos dez maiores pensadores do milênio, seguido de Einstein e Descartes, entre outros. (o sábio do cerrado ficou magoado. Nem foi lembrado...).

Um texto veio cair em minhas mãos nesta semana, enviado por uma amiga. Trata-se de um trecho pequeno do livro O CAPITAL. Embora eu já tenha lido o referido livro, não me recordava mais do tal trecho, que se constitui numa verdadeira PROFECIA, com a ocorrência da CRISE que surtou, no final do ano 2008. a maioria dos países.

Ei-lo:

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado" (Karl Marx, em “Das Kapital”, 1867 ).

Pois bem, 141 anos após, eis que o mundo capitalista foi surpreendido pelo profético pensamento. Até a nacionalização de bancos (instituição máxima do capitalismo) está ocorrendo. Vamos lembrar que a doutrina capitalista repudia tudo que é Estatal. Defende que a economia deve se reger por suas próprias leis e conduta, sem a interferência do Estado.

Agora só falta a "profecia" sobre a futura dominação e supremacia chinesa. Não foi Marx que previu, mas vale considerar. A China possui um sistema comunista de produção, portanto, a baixo custo e já está praticando a comercialização dessa produção nos mercados livres capitalistas. Em outras palavras: produz barato e vende barato. Claro que passa a ganhar a concorrência que é o motor de toda economia capitalista.

Mas voltando ao assunto: Esse Marx ainda vai muito que falar... Posso apostar que os ideólogos capitalistas estão a remover os velhos livros do socialista alemão. para não acabarem no rol dos ridículos.

14 comentários:

Anônimo disse...

Querido Sábio

Como vc mesmo falou este assunto já foi comentado ...
O mais interessante é, a gente que está vivendo este momento da História, poder comprovar que os pensamentos de Marx estavam corretos...

Beijo.
( apesar de não falar mais comigo ...)

Bela

Simone disse...

UMA MENINA 9 ANOS
"grávida de gêmeos", conduzida para exames em RECIFE - BRASIL //desde os 6 anos estuprada pelo padrasto assim como a irmã de 15 anos.
Jornal O Globo 28/2/09.
Esse é um assunto q não interessa nem a TV GLOBO, e muito menos ao Sr SÁBIO, se desse uma novela na TV // é provavel q aqui teriamos uma postagem sobre o tema// mas
não deu novela, não aconteceu, na India, Africa etc etc
ACORDA isso é BRASIL !!!!!!!!!!!!
Simone

Archimedes Carpentieri disse...

Simone

Se vc procurar neste blog vai encontrar justamente um artigo que defende o teu ponto de vista.
Ao contrário do que vc pensa (??) quando me refiro à novela é pra descer o pau. Ou vc não notou isso?
Dê uma espiadinha abaixo no artigo sobre a ìndia.
ACORDA!!!

Simone disse...

Sr Sábio .
Hoje não vim comentar ///
Estou aqui para fazer um pedido:
Ficaria muito agradecida, se o senhor pudesse me explicar o que está realmente acontecendo no SENADO// Tenho lido, mas a sua opinião, com toda sua graça, seria de enorme valia para mim//
tenho lido tudo, mas não sei analizar o que está acontecendo//
Meu nacionalismo está ficando abalado //// SOS ///
Simone

vanda disse...

Os revolucionários, igualmente, puseram o pintassilgo de quarentena, pois o seu canto enfraquecia politicamente as rãs dominadas, que agora estavam mais interessadas em sair que em revolucionar o poço.
As rãs intelectuais, por sua vez, se puseram a fazer a análise filosófica, ideológica e psicanalítica da fala do pintassilgo. O seu relatório foi longo. Nele concluíram que:
de um ponto de vista filosófico, faltava rigor ao discurso do pássaro, pois ele mais se aproximava da poesia que da ciência;
de um ponto de vista ideológico, tratava-se de um discurso alienado, no qual não se fazia nem mesmo uma análise crítica das condições objetivas da sociedade ranal;
de um ponto de vista psicanalítico, era óbvio que o pintassilgo sofria de perigosas alucinações que, dado o seu conteúdo, poderiam se transformar num fenômeno de massas.
Observaram, finalmente, que dadas as evidências, o pintassilgo se constituía num grave perigo tanto para a cultura como para as instituições do mundo das rãs. E com isto pediam das pessoas de boa vontade e responsabilidade as providências devidas para erradicar o mal.
O manifesto das rãs foi acolhido unanimemente tanto pelos líderes da direita como pelos líderes da esquerda pois, para além de suas discordâncias conjunturais, estava seu compromisso comum com o bem-estar e a tranquilidade da família ranal.
Por ocasião da próxima visita do pintassilgo, ele foi preso, acusado de enganador do povo, morto, empalhado e exposto no Museu de História.
Quanto às rãs, foram para sempre proibidas de coaxar as canções que o pintassilgo lhes ensinara.
Um aluninho-rã, que visitava o museu, perguntou à sua professora:
-- Que é aquilo, professora?
-- É um pintassilgo, ela respondeu.
-- E que coisas estranhas são aquelas nas suas costas?, ele perguntou.
-- São asas...
-- E para que servem?, ele insistiu.
-- Para voar...
-- E nós voamos?
-- Não, respondeu a professora. Nós não voamos. Nós pulamos...
-- E não seria melhor voar?
A professora compreendeu então, com um discreto sorriso, que um pintassilgo, mesmo empalhado, nunca seria esquecido.

Vanda disse...

Cade o início do meu texto sábio.....vc viu.......... acorda né?

vanda disse...

O PINTASSILGO E AS RÃS
(Rubem Alves)

Num lugar muito longe daqui, havia um poço fundo, abandonado e escuro que alguém cavara, muitos e muitos anos atrás, não se sabe bem para que. Lá dentro se alojou um bando de rãs. As primeiras a entrar pensaram que aquele era um local bom de se viver, protegido, úmido, gostoso. De um pulo caíam lá dentro. Só que não perceberam que pular no buraco é fácil. O difícil é pular para fora dele. O poço era fundo demais e elas nunca mais puderam sair. Ficaram vivendo lá dentro. Casaram-se; tiveram filhos, multiplicaram-se. As mais velhas ainda se lembravam da beleza do mundo de fora e morriam de saudades. Contavam estórias para seus filhos e netos.
-- Quando eu era jovem, e ainda não tinha caído neste buraco... Era assim que sempre começavam. A princípio, a meninada parava para ouvir e gostava. "Estórias da carochinha", eles diziam. O fato é que nunca haviam estado do lado de fora, e pensavam que as tais estórias não passavam de invenções de seus avós já caducos. O tempo passou, os velhos morreram, e até mesmo essas estórias foram esquecidas. As novas gerações foram educadas segundo novos princípios pedagógicos, currículos adequados à realidade, o que importa é passar no vestibular, e acabaram por acreditar que o seu buraco era tudo o que existe no universo. Isto era cientifico, resultado da rigorosa análise material do seu mundo. O real era um cilindro oco e profundo, onde a água, a terra e o ar se combinavam para formar tudo o que existia. As rãzinhas aprendiam que o seu era o melhor dos mundos e, na escola, aprendiam a recitar:
"Rãzinha, não verás buraco algum como este
Ama, com orgulho, o buraco em que nasceste..."
A vida, lá dentro, era como a vida em todo lugar. Havia as rãs fortes e truculentas. Elas mandavam nas outras que eram fracas e tinham de obedecer e trabalhar dobrado. Os insetos mais gostosos iam sempre para as mais fortes. As rãs oprimidas achavam, com toda a razão, que isto era uma injustiça. E, por isso mesmo, preparavam-se para uma grande revolução que poria fim a esse estado de coisas. Quando a classe dominante fosse derrubada, a vida no fundo do poço ficaria democrática e os insetos seriam distribuídos com justiça...
Se o buraco não era tão bom quanto cantava a poesia (assim diziam os ideólogos da revolução), era porque ele estava dominado pelas rãs fortes...
Aconteceu, entretanto, que um pintassilgo que voava por ali viu a boca do poço. Ficou curioso e resolveu investigar. Baixou o vôo e entrou nas profundezas. Qual não foi a sua surpresa ao descobrir as rãs! Mas mais perplexas ficaram elas ante a presença daquela estranha criatura. A simples presença do pintassilgo punha em questão todas as teorias sobre o mundo, pois que dele não havia registro algum em seus arquivos históricos. O pintassilgo morreu de dó ao ver as pobres rãs, prisioneiras daquele buraco fétido e escuro, sem nada saber do lindo mundo que havia fora do poço. Como é que elas podiam viver ali dentro, sem nunca pensar em sair? Claro que para se planejar sair é preciso acreditar que existe um "lá fora". Mas as rãs sabiam que um "lá fora" não existia, pois os limites do seu buraco eram os limites do universo.
O pintassilgo resolveu contar-lhes como era o mundo de fora. E se pôs a cantar furiosamente. Queria ajudar as pobres rãs...
Trinou flores, campos verdes, riachos cristalinos, lagoas, insetos de todos os tipos, sapos de outras raças e outros coaxares, bichos os mais variados, o sol, a lua, as estrelas, as nuvens.
As rãs ficaram em polvorosa e logo se dividiram.
Algumas acreditaram e começaram a imaginar como seria lá fora. Ficaram mais alegres e até mesmo mais bonitas. Coaxaram canções novas. E começaram a fazer planos para a fuga do poço. Desinteressaram-se das esperanças políticas antigas.
-- Não, não queremos democratizar o fundo do poço. Queremos é sair dele... Preferimos ser gente simples lá fora, onde tudo é bonito, a ser elite dominando aqui dentro, onde tudo é escuro e fedido...
As outras fecharam a cara e coaxaram mais grosso ainda. Não acreditaram...
O pintassilgo resolveu, então, trazer provas do que dizia. Chamou abe-lhas, com mel. Convidou borboletas coloridas. Trouxe flores perfumadas...
Mas tudo foi inútil para os que não queriam acreditar.
-- Este bicho é um grande enganador, eles diziam. Sabemos que estas coisas não existem. Aprendemos em nossas escolas...
O rei reuniu seus generais e ponderou que as idéias do pintassilgo eram politicamente perigosas. As rãs estavam perdendo o interesse pelo trabalho. Produziam menos. Com isto havia menos recursos para as despesas do Estado, especialmente uma ferrovia que se pretendia construir, ligando um lado do poço ao outro. Trabalhavam menos, coaxavam mais. Claro que as palavras do pintassilgo só podiam ser mentiras deslavadas, intrigas de oposição...
Os revolucionários, igualmente, puseram o pintassilgo de quarentena, pois o seu canto enfraquecia politicamente as rãs dominadas, que agora estavam mais interessadas em sair que em revolucionar o poço.
As rãs intelectuais, por sua vez, se puseram a fazer a análise filosófica, ideológica e psicanalítica da fala do pintassilgo. O seu relatório foi longo. Nele concluíram que:
de um ponto de vista filosófico, faltava rigor ao discurso do pássaro, pois ele mais se aproximava da poesia que da ciência;
de um ponto de vista ideológico, tratava-se de um discurso alienado, no qual não se fazia nem mesmo uma análise crítica das condições objetivas da sociedade ranal;
de um ponto de vista psicanalítico, era óbvio que o pintassilgo sofria de perigosas alucinações que, dado o seu conteúdo, poderiam se transformar num fenômeno de massas.
Observaram, finalmente, que dadas as evidências, o pintassilgo se constituía num grave perigo tanto para a cultura como para as instituições do mundo das rãs. E com isto pediam das pessoas de boa vontade e responsabilidade as providências devidas para erradicar o mal.
O manifesto das rãs foi acolhido unanimemente tanto pelos líderes da direita como pelos líderes da esquerda pois, para além de suas discordâncias conjunturais, estava seu compromisso comum com o bem-estar e a tranquilidade da família ranal.
Por ocasião da próxima visita do pintassilgo, ele foi preso, acusado de enganador do povo, morto, empalhado e exposto no Museu de História.
Quanto às rãs, foram para sempre proibidas de coaxar as canções que o pintassilgo lhes ensinara.
Um aluninho-rã, que visitava o museu, perguntou à sua professora:
-- Que é aquilo, professora?
-- É um pintassilgo, ela respondeu.
-- E que coisas estranhas são aquelas nas suas costas?, ele perguntou.
-- São asas...
-- E para que servem?, ele insistiu.
-- Para voar...
-- E nós voamos?
-- Não, respondeu a professora. Nós não voamos. Nós pulamos...
-- E não seria melhor voar?
A professora compreendeu então, com um discreto sorriso, que um pintassilgo, mesmo empalhado, nunca seria esquecido

Anônimo disse...

a moça fez uma postagem rsrsrs
ler a sua postagem, é o que venho fazer, agora ler outra nos comentários, desculpa Sr Sábio,mas assim as letras dançam na minha frente.
Solange

Anônimo disse...

é proibido comentar?
a postagem feita nesse espaço///
Simone

Vanda disse...

Senhor sabio explica para novatas desse blog fazer o q tem vontade ...porque eu faço o que tenho vontade...vc escreve seus artigos e eu os leio e respondo pra vc ...ñ é´pra ela que escrevi ....é pro senhor ler entendeu? e acredito que nem esteja a altura dela essa minha postagem .....kkkk além de extensa é preciso refletir ...argumentar sobre e chegar a uma conclusão comparando com seu artigo meu lindo....
Viu mestre sou uma excelente aluna.......kkkkkkkkkkkkkk Lido..estudado..apreendido

Archimedes Carpentieri disse...

Simone
No Senado tudo pode acontecer, até haver alguém honesto.

Não sei de que tema vc se refere
Seja mais explicita, ok?
bjos

Archimedes Carpentieri disse...

Simone
Vc tá precisando uma surra de chinelo... Só sabe reclamar? rs

Aqui vc pode tudo

Anônimo disse...

Adorei o que tu escrevestes sobre o Bispo.E claro que concordo contigo, a instituição "católica" é uma fraude incongruente e bizarra.Que começou já denegrindo, saqueando e deturpando a própria história cristã( o cristianismo ortodoxo nada tem haver com o catolicismo).Jamais o cristianismo atávico elegeu representantes de Deus na terra, ou seja, nosso tirano,retrógrado, manipulador e autoritário Papa.Falam em Bíblia, mas gostaria de conhecer a verdadeira Blíblia, aquela que contem mais de 200 evangelhos, fala de Cristo como uma pessoa com vida normal e sendo até bem egoista,mostra a influência das mulheres e do poder matriarca( não esta com apenas 4 e só com que interessa ao nosos deuses terrenos:Papas e cia)l.Mas corro o risco de tbm ser escomungada já que isso deve ser literatura subversiva,heheheOu pior, deve ser algo diabólico(mas diante deste fato do da criança de 9 anos, até que o demo é um sejeito bem camarada,gosto dele,hehe).Abraços amigo.

De Patrícia Asturian

Cristina disse...

...Sobre Marx...
Andei vasculhando "O sábio do Cerrado" e dentre tantas boas matérias, me atrvo a comentar sobre a ousadia dos intelectuais que se dizem pós-modernos e tentam minimizar as produções clássicas á exemplo do que acontece com as obras de Marx.
Quando estive na universidade, na graduação, (me formei em 1979, tempo da ditadura militar) era proibido faze qualquer referência a seu nome. Na especialização, a geração de mestres também não valorizava seus escritos.Mais recentemente, no mestrado, os doutores afirmavam que ninguém poderia avançar no conhecimento das ciências sociais e econômicas sem uma leitura de Marx, entretanto, suas citações deveriam ser sempre criticadas por seus sucessores. As teorias deveriam estar antenadas á dinâmica da realidade e nomes como os de Claus Offe, dentre outros pensadores contemporâneos, refinariam os artigos acadêmicos.
Bom...sem mais delongas, me confesso partidária da dialética marxista e gosto de pensar naquilo que Marshall recentemente defendeu: (copiando Marx) "Não existem verdades absolutas" ... De fato...mas há muita arrogância na academia, e a produção do conhecimento ainda busca a "luz no fim do túnel", mesmo que não seja nada avançado fazer referência ao Mito da Caverna de Platão.
Isabel Cristina