sábado, 8 de março de 2008

BRASILEIROS CACHORROS

Francisco Pizarro - Bandido - Ladrão - Sanguinário - Sec.XVI


A expulsão compulsiva que vem ocorrendo de turistas e estudantes brasileiros na Espanha têm um caráter didático. Somos fruto de uma civilização COLONIZADA.
Ao longo da história, nós brasileiros aprendemos a ser subservientes aos conquistadores europeus, assim como todos latino-americanos.
Da mesma forma que Portugal nos subjugou por séculos, explorando nossas riquezas, impondo um sistema que não nos permitia a existência de escolas, indústrias e nem a comercialização livre de nossos produtos pelo famigerado “Pacto Colonial”, assim também a Espanha fez isso e foi além, massacrando o pacífico império Mexicano, Inca e todos demais povos da América Latina.

Os atuais “civilizados do primeiro mundo”, guindados a esse patamar pelas riquezas saqueadas na América, manchadas pelo sangue inocente de astecas, toltecas, incas, entre outros povos, se arvoram hoje em elite européia, em cujo solo onde vivem, não pode ser compurscado com a presença de latino-americanos.

Alguns nomes de piratas, saqueadores e destruidores de civilizações pacíficas americanas no século XVI, eufemisticamente denominados de CONQUISTADORES:
Diego de Almagro (Peru), Pedro de Alvarado (México), Vasco Núñez de Balboa (Panamá), Sebastián de Belalcázar (Equador e Colômbia), Álvar Núñez Cabeza de Vaca (América do Sul), Francisco Hernandes de Córdoba e Francisco de Montejo (Yucatán México), Nikolaus Federmann (Venezuela e Colômbia. Gonzalo Jiménez de Quesada (Colômbia e Venezuela). Diego de Nicuesa (Panamá), Francisco Pizarro (Peru), Juan Ponce de León (Porto Rico), Martín de Ursua, Peten Guatemala). Pedro de Valdivia (Chile) e o sanguinário Herman Cortés (México) entre outros.
Os descendentes dessa “tropa de elite”, hoje se arrogam em proibir a entrada de latinos americanos, principalmente de brasileiros em sua “sagrada terra” erguida pelo ouro americano e pelo sangue de nossos antepassados.
Tudo isso poderia ser considerado uma situação normal, visto que cada nação tem seus preceitos, normas e autonomia para sua autodeterminação perante outros povos. O que nos leva a conclusão terrível que nós, os latino-americanos, somos os responsáveis por essa ignomínia.
Qualquer estrangeiro que aqui desembarca é recebido com tapete vermelho e com todas as benesses imperiais. Estamos a repetir o comportamento dos povos pré-colombianos que receberam os espanhóis como se fossem deuses, mesmo tendo estes massacrados aqueles.
Que não me rotulem de preconceituoso! Muito pelo contrário, o preconceito se situa, justamente, na avaliação dos espanhóis que consideram as mulheres brasileiras prostitutas e os homens cachorros, conforme declaração da polícia alfandegária espanhola, relatada por um estudante expulso da Espanha nesta semana.
BEM FEITO PRA NÓS! Um dia vamos aprender a não lamber as botas dos que nos pisoteiam!

5 comentários:

Maldito disse...

cara, ótimo post, concordo plenamente...
devemos ser tratados da mesma maneira, como no caso dos EUA em q começamos a tratar os americanos q aqui chegavam da mesma maneira humilhante q eles nos tratavam...

abraço

Anônimo disse...

Será que vamos aprender mesmo a não lamber as botas dos que nos pisoteiam?/// Com essa juventude sem perspectivas e sonhos...sem idealismo????? porquem será feita essa mudança?Onde se esconderam os caras pintadas? onde estão seus herdeiros...nossos herdeiros da década de 60....70 e 80????Acho meu caro Sábio que não soubemos passar bem a lição de casa.ou será que nos acomodamos tbém?Um país que se encanta do carnaval...do futebol fracassado, de uma política de corruptos e sem vergonhas ....quem vai deixar de lamber as botas dos que nos pisoteiam se aqui dentro mesmo estamos sendo pisoteados????

Abraços
Vanda

Archimedes Carpentieri disse...

Maldito

Legal também seu artigo sobre o mesmo tema em teu blog. Aliás colei o endereço dele aqui no meu.

Um país como a Espanha que ficou sob uma ditadura nazi-fascista que durou 36 anos não se pode esperar muito.

Archimedes Carpentieri disse...

Vanda

Darcy Ribeiro, grande sociólogo e antropólogo, definiu maravilhosamente em seu livro O POVO BRASILEIRO, a identidade étnico-nacional do nosso povo.
No entanto é uma visão otimista, romanceada e de certa forma eufemista.
A parte negativa da nossa evolução racial fica por conta dos valores que herdamos do período colonial, ou seja, como servos, escravos, ou mesmo como povo de terceira classe, diante da dominação da Metrópole portuguesa.
A nossa independência ou morte...foi só na área política administrativa. Resta-nos a independência da consciência nacional que só pode ser conquistada definitivamente pela marcha da história através do tempo.
A corrupção e os desvarios de nossos hábitos e costumes não são frutos da nova geração e sim uma herdade secular.
A geração de 60,70 e 80 fez sim o dever de casa.
Haviam bandeiras. o Rompimento dos valores familiares na década de 60, com a tal juventude transviada, rock etc... O rompimento dos valores sociais e políticos da década de 70 e 80, com o movimento hippie e revolucionário
Entregamos um mundo melhor para as gerações futuras e presentes.
Na verdade o mundo está melhor. Pelo menos atualmente já denúncias, há mais transparências e há mais preocupação com o meio ambiente.
Cada macaco no seu galho...
Bjos.

Vanda disse...

Querido Sábio gostei de suas palavras..concordo que hoje temos um mundo melhor...entregamos um mundo melhor sim..mas será que estão sabendo aproveitar este presente?Hoje mesmo vendo jornal na tv estava la o desmatamento da Amazonia e a madeira transformada em carvão.......qto tempo isso vem sendo denunciado???Alguém esta se sensibilizando la em cima e tomando decisões acertadas e enérgicas??Como vc mesmo diz cada macaco no seu galho...mas pelo pouco conhecimento político que tenho ...os macacos não estão mais em galho não...eu ia até sorrir mas a coisa é mais séria do que pensamos...vemos e sentimos...
Desculpe-me se ando meio desacreditada , mas nosso país esta apenas colhendo aquilo que plantou.E se recebemos etrangeiros com tapetes vermelhos porque continuamos com os olhos vendados...
Abraços